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7 regras simples para conseguir escrever um texto

Vamos fazer uma Composição? Este velhinho e famoso exercício escolar que, na verdade, mantém-se para sempre nas nossas vidas. Utilize-o na sua criação de conteúdos.

1. Pense SEMPRE nos 5 SENTIDOS

Conhece o motivo porque tantos textos são aborrecidos? Não têm qualquer tipo de cheiro, paladar, som, olhar, tacto. Então, não sentimos nada quando lemos. Por outro lado, quem já entrou de tal maneira na história de um livro que parecia estar a vivê-la? Este é um dos segredos: faça-nos sentir!

Pode acrescentar ainda o 6.º, o da intuição: dando mistério e levando o leitor a confiar o seu palpite!

2. Crie um LIMITE DE TEMPO ABSURDO

Quando era chefe de redacção, o meu «braço direito» {o meu Paulinho} e eu tínhamos uma técnica para os dias de fecho de edição. Podia cair “o Carmo e a Trindade”, mas existiam deadlines a cumprir. Afinal, um jornal, revista ou site não podem “sair para as bancas” sem textos! Olhávamos um para o outro e dizíamos: “agora são 15 minutos à Jardel!”. Não eram 15, claro. Mas o tempo que fosse preciso, uma hora ou três, sem distracções nem interrupções. Criávamos mentalmente uma redoma à nossa volta. E ali ficávamos, “à Jardel”, a bater teclas atrás de teclas até terminarmos de editar todos os textos. Corria sempre bem! Era o nosso limite de tempo absurdo, os 15 minutos imaginários.

Nem sempre é fácil aproveitarmos o tempo disponível. Quando ele é muito, há tendência a divagar, querer atingir a perfeição que não existe, procrastinar. E assim perdemo-nos, não concluímos o livro, a apresentação, o planeamento de todos os conteúdos para uma rede social, etc. Quando assim for, lembre-se e diga: “agora vão ser 15 minutos à Jardel” — como sportinguistas, era uma brincadeira nossa… mas pode dizer 15 minutos à Benfica que ninguém leva a mal. Ou o que lhe apetecer chamar! Tem é de criar o seu tempo absurdo.

3. Fale menos. OUÇA MAIS

De que vale a pena estar para aí a escrever, se tudo o que conta é só fruto da sua experiência, da sua verdade? Fale menos, ouça mais. O seu texto agradece, e o leitor também! Assuma na agenda tempo para escutar. Escutar o mundo à sua volta. Ouvir o que as pessoas andam a dizer nos cafés, as conversas no metro {apesar de agora ser difícil, em tempos de pandemia}, dê-se conta das expressões usadas em programas de televisão, ouça podcasts. Ou ouça o silêncio. Ele tem tanto para lhe dizer, nem imagina! Seja durante um dia inteiro, ou apenas meia hora.

4. Não copie. Seja GENUÍNO

A sua escrita tanto reflete a sua identidade quanto cria essa identidade. Escrever é um processo individual, criativo e cognitivo. Quanto mais escrever, mais vai descobrir o seu estilo, a sua linguagem… a sua pegada editorial! Textos iguais, cheios de frases feitas, podem resultar numa primeira ou até segunda abordagem mas, mais cedo ou mais tarde, o seu leitor {ou seguidor numa rede social} vai perceber que aquele conteúdo é “mais do mesmo” e que nada tem de verdadeiro e genuíno. Perceberá que afinal não o conhece e deixa de sentir empatia.

Todos podemos escrever textos bonitos. Eles precisam é de nascer da nossa alma, da nossa essência.

Há medida que escrever mais e mais, vai encontrar o seu estilo. Se gosta de escrever de forma séria e intelectual, ou se prefere o humor, tal como o faz no seu dia-a-dia. Ou então é uma pessoa muito romântica e o texto terá certamente essa característica. E ainda bem! Os conteúdos também têm personalidade e carisma!

5. Utilize TÉCNICAS há muito esquecidas

Lembra-se quando a professora lhe pedia para escrever composições na escola? Pois bem, regresse a esses tempos! Às vezes, precisávamos tanto de voltar aos bancos da escola. Eu especialmente às aulas de matemática… 

Quando escrever, recorde-se:

  • Os parágrafos não devem ser muito longos, pois causa confusão;
  • Tenha muita atenção às repetições;
  • É importante ler várias vezes o que escreveu. Ajuda a encontrar gralhas e a perceber que se calhar pode dizer o mesmo com menos palavras;
  • Responda sempre aos famosos ‘5W1H: Who? What? When? Where? Why? How?’ = Quem? O Quê? Quando? Onde? Porquê? Como?

6. Divida o texto em DIFERENTES PARTES

Como acontece nos filmes, ou como a professora o ensinou: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. Este é um dos maiores segredos de um bom texto. Exemplo? Primeiro vem a apresentação do assunto ou personagens, com mais ou menos suspense. No meio temos todo o enredo. A seguir, damos o final Tcharan! Isto vale tanto para um romance como para um texto numa rede social ou para um email.

7. Informe-se e  LEIA MAIS!

Se vai escrever sobre um tema, procure ler primeiro sobre ele. Informe-se em relação ao que se passa realmente, se já alguém escreveu sobre isso, faça pesquisa, aprofunde a temática. Mesmo que seja só para escrever meia dúzia de linhas.

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